PRINCIPAIS PROCEDIMENTOS

A ampla rede de serviços que estruturamos segue os rigorosos protocolos nacionais e internacionais de cuidado com o paciente e tem como pilares:

A cirurgia é feita por técnica minimamente invasiva, principalmente para tratar casos de câncer em que o tumor está localizado próximo ao esfíncter anal (chamado tumor de reto baixo). Utiliza monitores e câmeras de alta definição, e pinças especiais que possibilitam um controle rigoroso do sangramento, evitando, muitas vezes, a necessidade da colostomia definitiva.

É uma técnica inovadora e recente no país, quando realizada por via transanal. Dessa maneira, a identificação e a ressecção do tumor são feitas com exatidão, e as chances de preservação dos músculos do ânus são maiores.

O câncer colorretal e as doenças anorretais são as que exigem maior atenção da coloproctologia.

O número de novos casos de câncer de cólon e reto só aumenta no Brasil. Dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) apontam que este é o terceiro tipo de tumor mais frequente em homens e o segundo com maior incidência entre as mulheres na região Sul.

A chance de cura é maior quando a doença é detectada precocemente. O tratamento depende, principalmente, do tamanho, localização e extensão do tumor presente no intestino grosso (o cólon) e no reto. Em geral, a cirurgia é o mais indicado para retirar a parte do intestino afetada e os nódulos linfáticos (pequenas estruturas que fazem parte do sistema imunológico) próximos à região.

As cirurgias minimamente invasivas são técnicas cirúrgicas que preservam as funções fisiológicas do organismo e a qualidade de vida do paciente, deixam poucas e pequenas cicatrizes, são feitas em menor tempo e com menos riscos. Além de serem um procedimento avançado em cirurgia colorretal, proporcionam uma recuperação mais rápida e causam menos complicações.

Doenças anorretais

Em casos seletos, as cirurgias minimamente invasivas são usadas para tratar doenças anorretais. Na maioria dos casos, a abordagem é clínica.

A colonoscopia é um exame através do qual o revestimento interno do intestino grosso é visualizado diretamente e em tempo real. Este procedimento permite o exame, a coleta de material para estudo histológico, bem como a remoção de lesões pré-malignas sem a necessidade de intervenção cirúrgica.

É um exame indicado na prevenção do câncer do intestino grosso (colorretal), cuja incidência é crescente em ambos os sexos, a partir dos 50 anos de idade. Também é adequado para a investigação de sinais e sintomas que podem sugerir doença neste segmento.

Fonte: Portal da Coloproctologia

Essa avaliação pode diagnosticar a falta generalizada de contração do cólon, conhecida como inércia colônica. Também pode demonstrar a presença de distúrbios funcionais ou anatômicos do assoalho pélvico que impedem a adequada defecação, denominado defecação obstruída.

A coloproctologia é a especialidade médica que trata clínica ou cirurgicamente as doenças do intestino delgado, intestino grosso, reto e ânus. O médico que atua como coloproctologista é o mais indicado para orientar sobre questões relacionadas à saúde intestinal, como constipação, problemas para evacuar, câncer, entre outras.

Especificamente, o coloproctologista auxilia no tratamento de doenças como:

  • hemorroidas;
  • fissuras anais;
  • abcessos perianais;
  • fístulas perianais;
  • lesões pós-cirúrgicas no ânus;
  • doenças sexualmente transmissíveis;
  • prolapso retal;
  • incontinência anal;
  • tumores benignos e malignos no intestino grosso, no intestino delgado e no reto;
  • doença diverticular do intestino;
  • doenças intestinais inflamatórias específicas e não específicas, tais como retocolite ulcerativa inespecífica, Doença de Crohn e doença pilonidal.

Muitas dessas doenças têm como sintomas:

  • sangramento anal;
  • dificuldade para evacuar;
  • dor e cólica abdominal frequentes;
  • diarreia crônica (por mais de três semanas);
  • alteração do ritmo intestinal;
  • prisão de ventre (constipação intestinal);
  • dor ao evacuar.

A existência de qualquer um desses sinais indica a necessidade de realizar uma consulta com um coloproctologista. O correto diagnóstico direciona o paciente para um tratamento personalizado, que pode ser cirúrgico.

E.P.Si.T. (endoscopic pilonidal sinus treatment) é uma nova técnica minimamente invasiva para o tratamento de cistos pilonidais e recidivas.

O objetivo da técnica E.P.Si.T. é uma ablação endoscópica do cisto pilonidal, de possíveis fístulas e orifícios da fístula sob controle visual. O controle visual direto é uma das características centrais desse novo procedimento cirúrgico. Para uma intervenção E.P.Si.T. são utilizados o mesmo stuloscópio e o conjunto de instrumento para VAAFT.

O cisto pilonidal (sacrococcígeo) consiste em uma inflamação que acomete pele e tecido subcutâneo da região entre as nádegas, geralmente cerca de 5cm acima do ânus. O processo inflamatório pode resultar na formação de abscessos, fístulas e tecido morto (necrose). O termo “pilonidal” tem origem no latim (pilus=pelo e nidus=ninho) e se refere ao ninho de pelos normalmente encontrado no interior da cavidade (sinus), de origem ainda controversa.

Figura 1. Representação de cisto pilonidal | (Fonte: Portal Brasil 10. Acesso em 31/08/2017)

A doença é relativamente comum em jovens do sexo masculino (15 a 30 anos de idade), correspondendo a até 80% dos casos. Os cistos pilonidais geralmente resultam em dor, inchaço na região, vermelhidão e calor durante a fase aguda, na qual a drenagem da secreção é fundamental para alívio do paciente, associada a administração de antibióticos. Após redução da inflamação, a excisão cirúrgica do cisto pode ser indicada, frequentemente realizada por cirurgia aberta, resultando em uma ferida extensa, que pode levar em média 7 semanas para cicatrização completa.

Uma nova técnica minimamente invasiva para o tratamento de cistos pilonidais é conhecida como E.P.S.I.T. (Endoscopic Pilonidal Sinus Treatment), e resulta em melhor resultado estético e menos tempo de recuperação pós-operatória, garantindo ao paciente um retorno mais rápido a suas atividades habituais.

Figuras 2 e 3. Comparação entre ferida pós-operatória cirurgia convencional e E.P.S.I.T. | (Fonte: Google e Scielo. Acesso em 31/08/2017)

O procedimento é realizado com o auxílio de um instrumento ótico fino (fistuloscópio) conectado a um sistema de vídeo e irrigação com solução hipertônica, permitindo a visualização da fístula. A retirada do conteúdo é feita através de uma pinça de apreensão de corpos estranhos, e o arcabouço (tecido de granulação) desta cavidade deve ser destruído por cauterização. Por fim, o tecido cauterizado é retirado através do atrito de uma escova de citologia e o orifício é ampliado para facilitar a drenagem e cicatrização. Esta intervenção resulta em feridas pós-operatórias bastante reduzidas (cerca de 2cm), com cicatrização completa ocorrendo em aproximadamente 3 semanas.

Figura 4. VAAFT – KARL STORZ GmbH (Tuttlingen, Germany) | (Fonte: Karl Storz. Acesso em 31/08/2017)

Fonte: MENDES, C.R.S. et al. Endoscopic Pilonidal Sinus Treatment (E.P.S.I.T.): a minimally invasive approach. Rio de Janeiro: Journal of Coloproctology, 2015.
MEINERO, P. et al. Endoscopic Pilonidal Sinus Treatment: a prospective Multicenter Trial. Colorectal Disease, 2016.

A técnica VAAFT é utilizada para o tratamento cirúrgico de fístulas anais complexas e de fístulas recidivadas. A localização exata do orifício interno da fístula sob controle visual, o tratamento das fístulas por dentro e o fechamento completo do orifício interno são decisivos no tratamento das fístulas. A técnica é constituída por duas fases: uma diagnóstica e uma cirúrgica. Portanto, uma classicação pré-operatória da fístula não é mais necessária, o que permite economizar tempo e também custos. Além disso, não são produzidas lesões cirúrgicas perianais e o problema frequente da incontinência fecal pós-operatória é evitado, uma vez que o esfíncter não é lesado.Fig. 8

As vantagens da técnica VAAFT são evidentes: não é necessário uma internação, não há lesões decorrentes da cirurgia nem nas nádegas, nem na região perianal. O orifício interno da fístula pode ser localizado de forma inequívoca (um item decisivo para qualquer tratamento cirúrgico de fístulas) e a fístula pode ser destruída internamente por completo. Além de poucos medicamentos e poder retornar ao trabalho após alguns dias, o paciente é poupado do risco da incontinência fecal pós-operatória.

Figura1. Aparelho utilizado no procedimento que possibilita o estudo endoscópico da fístula e seu tratamento.

Figura2. A fístula anal apresenta os seguintes componentes: orifício externo (O.E.), seu trajeto em forma de túnel e o orifício interno (O.I.). A compreensão desta anatomia é fundamental para o sucesso do tratamento.

Figura3. O fistuloscópio percorre todos os componentes da fístula anal, enquanto o cirurgião visualiza todas estas informações em uma tela com imagem de alta definição.

Figura4. O cirurgião aborda todos os componentes da fistula sob visão direta, preservando a musculatura esfincteriana.

Texto adaptado do artigo do Prof. Piercarlo Meinero
Diretor do Centro para Cirurgia Colorretal na Casa di Cura Sanatrix, Roma
Diretor do International Colorectal Team (ICRT)
Docente na Sapienza Università di Roma

É doença que acomete o intestino grosso (cólon e reto). Caracteriza-se por inflamação da camada superficial do intestino chamada de mucosa. A doença não tem causa definida, portanto não há tratamento específico para sua cura. No entanto, é passível de controle através de medicamentos. Nos casos em que não se consegue controlar a doença, a indicação é de que seja feita cirurgia.

O principal sintoma é a diarreia crônica com sangue, sendo comum a anemia, frequentemente sem febre.

Fonte: Portal da Coloproctologia

O pólipo intestinal é uma alteração causada pelo crescimento anormal da mucosa do intestino grosso (cólon e reto). É uma das condições mais comuns que afeta o intestino, ocorrendo em 15 a 20% da população. Alguns são baixos e planos, outros são altos e se assemelham a um cogumelo, podendo aparecer em qualquer parte do intestino grosso. Inicialmente são diminutos e benignos (adenoma), podendo crescer até sofrerem transformação maligna (adenocarcinoma). Por este motivo é tão importante a remoção dos pólipos, com a finalidade de prevenir o câncer.

A idade de maior risco para o surgimento dessas alterações (mutações) se inicia após os 50 anos. Alguns dos sinais da doença são sangramento, saída de muco com as fezes, alterações no funcionamento do intestino e, em casos raros, dores abdominais. Mas, na maioria das vezes não apresentam sintomas.

Todos os pólipos encontrados no exame endoscópico devem ser totalmente removidos. Sua recorrência (reaparecimento) não é comum, mas pode acontecer. Também podem surgir novos pólipos em locais diferentes.

Fonte: Portal da Coloproctologia

Incontinência é a incapacidade de controlar a eliminação, pelo ânus, de gases ou fezes de consistência líquida, pastosa ou sólida até o momento desejado.

Várias alterações na fisiologia anorretal podem causar a incontinência, sendo comum a ocorrência de mais de uma deficiência associada. Como exemplo de distúrbios que podem levar à incontinência, destacamos os defeitos da musculatura do períneo causados pelo parto vaginal, os traumas, ou as condições associadas a cirurgias anorretais.

Alterações neurológicas também podem causar incontinência, mesmo com a musculatura intacta. Pacientes com prolapso retal também podem apresentar incontinência. Ela pode ocorrer em qualquer faixa etária, com predominância em idosos.

O tratamento nem sempre está baseado em procedimentos cirúrgicos. Ao contrário, estão indicados inicialmente correções do hábito alimentar e das medicações usadas pelo paciente. Atualmente são disponíveis tratamentos como os exercícios de recondicionamento do controle anal (biofeedback), que apresentam bons resultados. Em caso com indicação de tratamento cirúrgico, o cirurgião coloproctologista avaliará e definirá a melhor estratégia ou abordagem.

Fonte: Portal da Coloproctologia

O abscesso anal é uma cavidade em que se forma secreção purulenta (pus) na região anal ou vizinhança.

O abscesso produz um quadro de sintomas relacionados à infecção. É comum a apresentação de dor (contínua e/ou latejante) e inchação na região que se apresenta quente e avermelhada. Também acompanham o quadro: febre, calafrios, cansaço, prostração e inapetência.

O tratamento mais indicado é a drenagem cirúrgica associado à antibioticoterapia. Em alguns casos o abscesso se rompe e drena espontaneamente.

Fístula anal

Ocorre frequentemente como resultado de um abscesso que se formou nesta região. É eliminada naturalmente ou com ajuda de tratamento médico. Não raro, as fístulas já formadas podem novamente infectar formando um novo abscesso.

Fonte: Portal da Coloproctologia

Divertículos são pequenas saculações (pequenos sacos) que surgem na parede do intestino grosso.

O divertículo é formado por uma camada interna chamada mucosa e outra externa chamada serosa, ambas muito finas e próximas aos vasos que nutrem o intestino. O seu aparecimento está relacionado à diminuição da ingestão de fibras.

“Diverticulose” é a simples presença dos divertículos no intestino grosso. Os pacientes portadores de diverticulose são assintomáticos. Uma pequena parcela destes apresenta algum sintoma, principalmente dor abdominal e mudança no hábito intestinal, passando a apresentar a “doença diverticular”.

A grande maioria dos pacientes com doença diverticular necessita de tratamento clínico baseado principalmente na correção dos hábitos alimentares e, eventualmente, no uso de analgésicos. O fator mais importante na correção dos hábitos alimentares é o aumento da ingestão de fibras (legumes, verduras, frutas e grãos).

Com a progressão da doença alguns pacientes podem apresentar uma infecção nos divertículos chamada “diverticulite”. Esta é a complicação mais comum da doença diverticular. A suspeita de um quadro de diverticulite ocorre quando o paciente apresenta febre, mal estar geral, dor permanente no abdômen e parada do funcionamento intestinal.

O tratamento da diverticulite é baseado na utilização de antibióticos por via oral, nos casos mais simples, e por via venosa nos casos mais complicados, necessitando internação hospitalar.

O tratamento cirúrgico é reservado para os casos mais graves que não melhoram com o tratamento clínico e evoluem com a formação de abscesso ou peritonite (infecção grave no abdômen).

Fonte: Portal da Coloproctologia

O câncer colorretal figura entre os mais incidentes no Brasil e no mundo. Está relacionado a hábitos de vida não saudáveis, como consumo elevado de carnes vermelhas e processadas e pouca ingestão de frutas, legumes e verduras.

Outro fator de risco é a idade, principalmente a partir dos 50 anos. Geralmente o câncer de intestino é precedido de um pólipo, pequena verruga na mucosa do intestino. Este pólipo leva alguns anos para se desenvolver, assim, é possível diagnosticá-lo antes que se torne maligno. Pessoas com casos de pólipos na família devem ficar alertas, assim como portadores de doenças inflamatórias intestinais (colite ulcerativa e Doença de Crohn).

Fonte: Portal da Coloproctologia

Esta doença se caracteriza pela exteriorização do reto através do orifício anal. Pode ser um prolapso completo ou parcial. No último caso, apenas a camada mucosa (a mais superficial) se faz notar.

Seu surgimento é mais frequente nos extremos da vida, isto é, na infância ou na idade avançada. Pode ser causado por vários fatores, geralmente combinados: diminuição da força dos esfincteres anais, alteração da anatomia da pelve por cirurgia, parto ou trauma, constipação intestinal severa e prolongada, perda de peso acentuada e outros fatores imprevisíveis que podem mudar o equilíbrio anatômico da região.

Pode acometer os dois sexos, embora seja mais frequente em mulheres. O diagnóstico deste problema se faz através do exame proctológico.

Na criança, em boa parte dos casos, a cura é espontânea. Com o crescimento, os ossos e músculos da região se fortalecem e impedem a saída do reto. Já no adulto o tratamento sempre requer algum tipo de intervenção. No prolapso parcial, cirurgias anorretais mais simples podem resolver bem o problema. No prolapso completo, são necessárias intervenções um pouco mais complexas que podem ser realizadas por via perineal ou por via abdominal.

Fonte: Portal da Coloproctologia

Também conhecidos como verrugas anais, os condilomas são pequenas lesões com formato e aparência de verrugas que podem afetar a pele em torno do ânus, podendo surgir também no interior do canal anal. Outras regiões vizinhas também podem ser afetadas pelas lesões, principalmente a pele da área genital, períneo, nádegas e virilhas.

Condiloma é considerado uma doença sexualmente transmissível e o agente causador da doença é o Papiloma Vírus Humano, conhecido como HPV (human papilomavirus). Através do contato íntimo e direto pode haver transmissão da doença. Não é necessário haver penetração para o surgimento de lesões no ânus.

O sintoma mais comum é o prurido (coceira), podendo apresentar também sangramento e, mais raramente, dor. O mais provável é que o próprio paciente perceba as verrugas durante a higiene. Entretanto, algumas lesões são muito planas, rasas e não elevadas, podendo passar despercebidas pelo paciente, necessitando da avaliação de um coloproctologista, como no caso das lesões que surgem dentro do canal anal. Neste caso, é de grande importância o exame preventivo da região anal, a ser realizado sempre pelo coloproctologista.

Um pequeno número de verrugas pode ser tratado com sucesso através de aplicação local de medicamentos. Quando são mais numerosas, geralmente é necessária uma intervenção cirúrgica.

Fonte: Portal da Coloproctologia

Hemorroidas são veias dilatadas na região anal que manifestam sintomas e por isto é melhor referir como doença hemorroidária. É um problema frequente na população geral.

Os sintomas mais comuns ocorrem durante a defecação: dor, sangramento, prolapso. Algumas vezes, o prolapso é redutível (volta sozinho para dentro após a evacuação). Outras vezes é necessário empurrá-las para dentro.

Mulheres grávidas desenvolvem sintomas com frequência ao final da gestação e que acabam melhorando após a gravidez. Contudo, podem continuar apresentando problemas crônicos e devem procurar cuidados médicos.

Os sintomas leves normalmente são tratados através da correção dos hábitos alimentares, aumentando ingestão de água e de fibras.Diminuir o esforço para evacuar é muito importante para não piorar o problema. Nos casos em que as medidas clínicas não resultam em um bom controle dos sintomas, pode ser necessário um tratamento definitivo através de procedimentos, que vão desde a ligadura elástica até a cirurgia propriamente dita.

Fonte: Portal da Coloproctologia

A fissura anal é um corte ou ruptura do revestimento do canal anal. Essa doença é comum e atinge mais frequentemente os adultos jovens, podendo ocorrer em qualquer faixa etária. Ambos os sexos são acometidos igualmente. Seus sintomas incluem dor e sangramento e por isto é, muitas vezes, confundida com os sintomas de hemorroidas. Coceira e inchaço podem surgir com o passar do tempo.

Outras doenças podem estar associadas ao surgimento de uma fissura anal como a retocolite ulcerativa, a doença de Crohn, a tuberculose e doenças sexualmente transmissíveis (sífilis, herpes, linfogranuloma venéreo, cancro mole, Aids, citomegalovirose, etc) assim como o câncer de canal anal. Por este motivo é de suma importância o exame realizado pelo especialista para a elucidação diagnóstica.

O tratamento pode ser conservador (banhos de assento com água morna, pomadas anestésicas, dieta rica em fibras, etc), à base de medicamentos tópicos ou uma cirurgia.

Fonte: Portal da Coloproctologia

A doença de Crohn é uma enfermidade inflamatória que pode se manifestar em qualquer parte do tubo digestivo.

Sua causa ainda não está esclarecida. Não é uma doença contagiosa e pode afetar tanto adultos como crianças, não havendo predominância de sexo.

É uma doença crônica e sem cura, que pode se manifestar ao longo da vida, com crises agudas recorrentes, assim como períodos longos de ausência dos sintomas, chamado remissão. O tratamento medicamentoso e/ou cirúrgico pode influenciar positivamente no controle da doença, permitindo longos períodos sem sintomas.

Estomatites (inflamações na boca), diarreia, dor no abdômen, perda de peso e febre são alguns dos sintomas da doença. Outros problemas podem surgir fora do tubo digestivo e afetar a pele, as articulações, os olhos, o fígado e os vasos.

O tratamento depende da forma de apresentação da doença e do grau de gravidade. É iniciado quase sempre com medicamentos. Alguns casos necessitam de intervenção cirúrgica para tratamento de complicações. A indicação mais comum de cirurgia é o tratamento das estenoses (estreitamento) intestinais.

Fonte: Portal da Coloproctologia

A endometriose pode afetar o intestino no abdômen e pelve. A penetração da endometriose pode variar de duas formas:

Superficial – endometriose é encontrada na superfície do intestino
A endometriose profunda – penetra na parede intestinal.
Em alguns casos, os nódulos podem começar como endometriose superficial e progredir para infiltrar a parede intestinal.

Quais são os sinais e sintomas da endometriose no intestino?

Os sintomas da endometriose intestinal podem variar com o ciclo menstrual, piorando nos dias anteriores e durante um período.

Os sintomas da endometriose intestinal incluem:

  • Dor na evacuação
  • Dor pélvica profunda durante o sexo
  • Alteração do hábito intestinal
  • Sangramento anal

QUE TRATAMENTO ESTÁ DISPONÍVEL PARA A ENDOMETRIOSE NO INTESTINO?

Se for diagnosticada com endometriose intestinal, você pode controlar os sintomas com uma combinação de analgésicos e tratamentos hormonais dependendo da gravidade de seus sintomas. Se você optar em não realizar tratamento para a endometriose intestinal, é provável que seus sintomas continuem e possam piorar ao longo do tempo.

A cirurgia é o tratamento habitual para a endometriose intestinal – as opções cirúrgicas variam dependendo da gravidade da endometriose e das áreas afetadas. As cirurgias podem ser realizadas por meio de laparoscopia ou cirurgia aberta.