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Nova cirurgia para tratamento do câncer colorretal é realizada no Sul do Brasil

12/01/2016 por ·

O número de casos novos de câncer de cólon e reto estimado para o Brasil em 2016 é de 16.660 casos em homens e de 17.620 em mulheres. Os dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) apontam que o câncer de cólon e reto em homens é o terceiro mais frequente na região Sul e o segundo com maior incidência entre as mulheres, sem considerar os tumores de pele não melanoma.

A boa notícia é de que o câncer colorretal tem tratamento e pode ser curado quando é detectado precocemente. O tratamento depende principalmente do tamanho, localização e extensão do tumor presente no intestino grosso (o cólon) e no reto. Em geral, a cirurgia é o mais indicado para retirar a parte do intestino afetada e os nódulos linfáticos (pequenas estruturas que fazem parte do sistema imunológico) próximos à região.

Nos casos em que o tumor está muito próximo do esfíncter anal (chamado tumor de reto baixo), para retirá-lo geralmente é realizada uma cirurgia aberta na qual, pelo abdômen, o médico remove o tumor e, muitas vezes, tem a necessidade de retirar o ânus. A remoção desta parte do corpo requer que as funções fisiológicas do organismo sejam mantidas com a colostomia definitiva, procedimento pelo qual o intestino grosso fica exteriorizado na parede abdominal. A recuperação deste tipo de procedimento é longa e compromete a qualidade de vida do paciente.

“Precisamos ter em mente que não tratamos a doença, mas o paciente integralmente”, lembra o Dr. Gustavo Becker Pereira (CRM/SC 12984), pioneiro na região sul do país na realização da cirurgia de Retossigmoidectomia Transanal por Cirurgia Minimamente Invasiva, indicada para o tratamento do câncer de reto. A cirurgia é feita por videolaparoscopia, com o auxílio de monitores e câmeras de alta definição, e pinças especiais que possibilitam um controle rigoroso do sangramento e o uso de novas ferramentas para preservar o esfíncter anal, evitando a necessidade da colostomia definitiva.

“A realização da cirurgia via transanal, onde se tem uma identificação e ressecção exata, possibilita dar uma boa distancia do tumor e aumenta as chances de preservar os músculos do ânus com segurança, um grande benefício da realização de cirurgias de grande porte por mínimas incisões nos casos de tumor de reto baixo”, explica o médico coloproctologista, Dr. Gustavo Becker Pereira.

Quem trata o câncer de reto por cirurgia minimamente invasiva, um procedimento avançado em cirurgia colorretal, fica com poucas e pequenas cicatrizes, submete-se a menos riscos, a um tempo menor de cirurgia, a uma recuperação mais rápida e menos complicações.

A cirurgia atualmente tem sido realizada em três centros em nível nacional, nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste: Itajaí (SC), Barretos (SP) e Salvador (BA). O Hospital referência mundial na técnica cirúrgica é o Clínic de Barcelona (Espanha).

Sobre o Dr. Gustavo Becker Pereira: O profissional formou-se em medicina pela Universidade do Vale do Itajaí (Univali/SC) em 2006. Dois anos depois concluiu a Residência médica em Cirurgia Geral pelo Hospital e Maternidade Marieta Konder Bornhausen (HMMKB), em Itajaí (SC). A Residência médica em Coloproctologia foi concluída em 2011 pela Santa Casa/Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA/RS). Na sequência, ingressou na especialização em Cirurgia Minimamente Invasiva do Instituto Jacques Perissat, da Universidade Positivo Curitiba (IJP-UP/PR) e, após o término desta, realizou o Mestrado em Biotecnologia na mesma instituição.

Atualmente, é médico membro do Corpo Clínico do Hospital Marieta Konder Bornhausen de Itajaí (SC) e dos Hospitais da Unimed e do Coração de Balneário Camboriú (SC), além de professor do curso de Medicina do departamento de Clínica Cirúrgica da Univali e preceptor da Residência de Cirurgia Geral do HMMKB.

O interesse pelos avanços da medicina capazes de qualificar o tratamento do paciente, gerando bem-estar, rápida recuperação e retorno às atividades cotidianas, com menores riscos à saúde, motivou o médico, Dr. Gustavo Becker Pereira, a se especializar em procedimentos minimamente invasivos. Por que, para ele, o importante não é só tratar doenças, mas sim cuidar integralmente do paciente.

Fonte: Press Floripa